quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Silêncio ...


Sexta-feira, cinco e meia da manhã.
Acordei empolgada para ter mais um tempo de conversa com Deus. Fechei a porta do quarto de visitas, liguei o computador, escolhi uma música no Spotify e fiquei ali, em silêncio, aguardando o Senhor falar comigo.

Diferente do dia anterior, eu não ouvi nada. Um silêncio tomou conta do quarto. Sentia Sua presença palpável, mas não ouvia a Sua voz. Quando estava me levantando da cadeira, escutei bem baixinho o seguinte versículo:

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio."
— Salmos 46:10

Levantei-me, dei uma olhada no quarto: meu marido e meu filho estavam dormindo tranquilos. Fui até a cozinha e decidi fazer pão para o nosso café da manhã. Até pensei em colocar algo para ouvir enquanto fazia o pão, mas, no meu coração, decidi ficar em silêncio.

Após finalizar todas as etapas do pão e, quando ia colocá-lo no forno, decidi acordar meu marido, Carlos, e meu filho, Izac. Foi então que me deparei com uma situação que, só de lembrar, parece que o meu sangue flui com toda a intensidade dentro de mim.

Olhei no carrinho e percebi: meu filho Izac estava sem vida.

Não queria acreditar. Gritei pelo meu marido — quase não consegui emitir som. O chão se abriu sob meus pés, e eu não encontrava um lugar onde me escorar. Tudo desabou. Eu já não me reconhecia mais. Só conseguia ver meu marido tentando reanimá-lo, enquanto ele permanecia em um sono profundo e imóvel.

Peguei minha Bíblia, me ajoelhei e comecei a clamar ao Senhor:

“Pai, Izac tem uma promessa sobre a vida dele! Nós temos uma promessa! Izac é profeta das nações!”

Eu gritava sem parar essas frases.
Meu marido, desesperado, gritou para mim:

"Amor, ligue para o socorro!"

Em frações de segundos, o socorro chegou. Fui para o outro quarto, me ajoelhei e continuei orando ao Senhor — mas o silêncio persistia.

Silêncio e dor se misturaram, e eu já não conseguia enxergar mais nada naquela manhã...





Crie um blog...


Era vinte e um de agosto de dois mil e vinte e cinco, uma quinta-feira.

Acordei às cinco e meia da manhã para orar. O Senhor me revelou tantas coisas… Falou sobre o meu trabalho, explicou de onde vinham as minhas crenças sobre dinheiro e profissão. Conversamos por horas. Ele falou sobre o meu chamado para escrever, e como o meu ministério usaria a escrita como principal ferramenta.

Eu não teria apenas um trabalho para pagar as contas, mas teria um trabalho que serviria às pessoas, que alcançaria vidas. Jesus seria glorificado através do meu ministério.

Estava tão radiante com tudo isso… finalmente sentia que estava caminhando rumo ao meu propósito.

Então, recebi uma instrução do Senhor:

"Crie um blog."

Comecei a pensar sobre o que poderia compartilhar nesse blog, o que o Senhor desejava com cada post, qual seria o nome, quando poderia começar… Eram muitas perguntas e uma expectativa enorme.

Compartilhei com o meu marido Carlos tudo o que ouvi do Senhor e começamos a imaginar para quais caminhos ele nos levaria .... 


Mas, no dia seguinte — sexta-feira, às cinco e meia da manhã — tudo foi diferente.

No próximo post, compartilho como foi esse dia.



Silêncio ...

Sexta-feira, cinco e meia da manhã. Acordei empolgada para ter mais um tempo de conversa com Deus. Fechei a porta do quarto de visitas, lig...